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Designer instrucional e a atenção à diversidade

Na produção de objetos para o e-learning, como podcasts, vídeos animados e videoaulas, o designer precisa estar atento a uma série de itens. O conteúdo bruto precisa passar por ele e sofrer uma adaptação estilística para a linguagem audiovisual. Nos e-books, é necessário cuidar com os deslizes gramaticais e utilizar coerência textual e coesão textual nos parágrafos; a videoaula exige o cuidado com o texto e as imagens e o vídeo animado, por sua vez, requer zelo para a escolha dos ícones e opções de imagens que melhor se adequem ao off.





Mas, para além daquilo que estamos acostumados a fazer em nossa rotina profissional, é válido lembrar que nós somos responsáveis por conteúdos que circularão por muitos lugares e para diversos públicos. Sendo assim, será que o designer instrucional pode, por meio da sua produção, atuar de maneira a reforçar a importância da diversidade?


A resposta é sim, sim e sim!


Quando falamos em diversidade, estamos nos referindo à pluralidade, conceito tão importante e necessário à educação. Afinal, a educação é responsável pelo desenvolvimento humano e aqui é relevante darmos ênfase à multiplicidade em que vivemos. Quando falamos em diversidade também falamos sobre inclusão.


Para ver como podemos ressignificar alguns padrões socialmente “naturalizados”, observe a construção dos seus personagens, das suas palavras e também das imagens que você escolhe para compor o seu material.

Vamos esmiuçar esses tópicos:


*Personagem: Você presta atenção à escolha dos personagens de uma história em quadrinhos, por exemplo? Lembra de incluir no roteiro diferentes estereótipos de personagens? Para além disso, como você constrói as tirinhas? Coloca uma mulher como a chefe de um homem? Lembra de colocar um pai cuidando de uma criança em casa? Já inseriu algum cadeirante em seu material?

Observe como é possível romper com o status quo e contribuir com a diversidade nas produções.


*Palavras: Está aí algo muito significativo. Devemos lembrar que a escolha das palavras representa muito mais do que o imaginado. Será que as palavras “homossexualismo” e “denegrir”, por exemplo, ainda estão em seu vocabulário? Cuidado! Opte por termos que não sejam pejorativos e nem carreguem conotação racista, como é o caso dos exemplos citados. As palavras são argumentativas e, muitas vezes, indicam a falta de empatia com uma causa, ou ainda podem aludir ao preconceito. Atente-se a isso!


*Imagens: Elas representam uma boa parte dos nossos materiais, não é mesmo? Por isso, a escolha das imagens é super significativa. Voltamos às questões: você lembra da diversidade de estereótipos quando vai escolher as imagens para o seu Storyboard?


Certifique-se de que o banco de imagens que você utiliza está engajado com a diversidade e a romper com estereótipos e imagens clichês.


E aí? Gostou das dicas? Percebeu como podemos atuar nessa causa?

Agora, é a sua vez. Na sua próxima produção, atente-se à diversidade!






Juliana Karina Voigt



Pós-doutoranda na FFCLRP- USP, no Departamento de Educação, Informação e Comunicação. Doutora em Letras, pela Unioeste.

Possui mestrado em Letras pela mesma instituição de ensino. Pós-graduada em Língua Portuguesa e Literatura pelo ESAP.

Graduação em Letras – Português/Italiano pela Unioeste. Jornalista pela UNIPAR.

Experiência profissional como jornalista, docente do ensino superior e designer instrucional.


https://www.linkedin.com/in/juliana-voigt-9b2201173/


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