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Inteligência Emocional no EAD

Estudar na modalidade a distância se tornou a nova realidade para muitos alunos. Mas apesar disto o EAD não é algo novo, pois desde o século passado já se observavam ações deste modelo com a facilitação do saber por intermédio de cursos à distância.







Com o passar do tempo novas tecnologias foram sendo utilizadas. Atualmente os alunos podem utilizar diversos recursos ao mesmo tempo, sejam eles síncronos e assíncronos. Lives, web conferências gravadas, imagens digitalizadas, links para fontes externas, salas de bate-papo são alguns exemplos. São tantas opções que muitas vezes elevam o nível de ansiedade dos alunos gerando stress, falta de foco, dificuldade de aprendizado e por fim a desistência do curso.


Com o aumento das informações, os alunos adultos podem encontrar barreiras emocionais e tendem a não saber como lidar com as emoções e desafios. Justamente por isto saber o que é e como se tornar inteligente emocionalmente faz toda a diferença na hora de estudar a distância e consequentemente na aprendizagem como um todo.


Considerada uma das novas habilidades do século XXI e responsável por 58% do desempenho dos profissionais, é mais do que urgente entender esta competência e aprender como desenvolvê-la. A Inteligência Emocional está pautada em 4 pilares: autoconhecimento, autogestão, empatia e gestão de relacionamentos. Aqui vamos nos deter no pilar do autoconhecimento.


Quanto mais temos conhecimento das nossas fortalezas e fraquezas e quanto mais nós conseguimos falar sobre problemas pessoais que passamos com o devido controle sobre as emoções, melhores serão os resultados nas tarefas que temos que desenvolver. Isto porque é por meio da inteligência emocional que o aluno identifica o valor que aquela atividade terá para sua vida. Ao entender isto ele usa as informações para fazer julgamentos objetivos e escolhas, além de pensar em alternativas para alcançar metas de longo prazo e para obter o bem estar emocional para si e para os outros.


Mas só conhecer o que temos de bom não é o suficiente para manter uma rotina e obter o melhor nos estudos à distância. É preciso entender que existem inúmeros sabotadores dentro de nós e que são eles corresponsáveis pelo fracasso do aprendizado. Estes “inimigos” podem estar disfarçados nos nossos comportamentos e fazem com que os outros nos enxerguem como uma pessoa muito prestativa (aquela que não sabe dizer não para os outros) ou ainda como hiperrealizador (aquele que não para... faz muitas coisas ao mesmo tempo), por exemplo.


Transpondo estes dois exemplos para a rotina da aprendizagem à distância podemos imaginar os seguintes cenários:


Cenário 1: o aluno se prepara para mais uma sessão de estudos em seu ambiente. Começa a leitura de um texto ou a assistir um vídeo quando surge a primeira interrupção – alguém pede uma ajuda doméstica. Por ser sempre solícito, o aluno para o que está fazendo e vai ajudar. Vale lembrar que ser prestativo é uma qualidade e deve ser mantida pelas pessoas. A questão aqui é estabelecer prioridades e não interromper os estudos a todo o momento para ajudar os outros, o que acaba por atrapalhar no foco e concentração.


Cenário 2: antes de finalizar uma atividade, o aluno já começa a pensar qual será o próximo curso em que vai se inscrever, afinal é preciso aprender cada vez mais e ter vários certificados. O aluno se torna viciado nos estudos. Ele é auto exigente, não se contenta com baixo desempenho. Por fazer várias coisas ao mesmo tempo não há o empenho e atenção suficiente em cada atividade.

Se pudéssemos resumir como nosso cérebro funciona em relação às situações que acontecem na nossa vida, seria assim:






Se a expectativa é atendida, ficamos felizes e seguimos em frente. Caso contrário, se não tivermos uma boa inteligência emocional, ficamos frustrados e chateados. Por isto, quando você se sentir cansado ou desmotivado ao estudar a distância, pare, reflita o que está acontecendo, observe os seus sentimentos e responda: qual é o verdadeiro motivo da minha falta de ânimo ou vontade de continuar estudando à distância?


Os motivos podem ser muitos e justamente por isto é importante lista-los em um papel para não esquecer depois de analisar individualmente cada um. Se este novo momento exige novas competências, exige também o entendimento que a Educação a Distância é uma grande aliada ao desenvolvimento pessoal e profissional.


Ao ampliar o seu autoconhecimento você amplia também o seu mundo e a maneira de lidar com as situações com as quais vive. O cenário exige a readaptação da nossa maneira de encarar o novo e a força de superar os novos desafios com coragem. E o caminho mais acessível é o da inteligência emocional!





Ana Bassler

Gestora de Desenvolvimento Humano e Organizacional

https://www.linkedin.com/in/anabassler/

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