5 maneiras de combinar educação e entretenimento.

June 10, 2018

Brincar é uma das coisas mais prazerosas da infância e podemos dizer que na vida adulta brincar e se sentir entretido também é muito bom. E se pudermos aliar os conceitos do "brincar" com os processos de ensino e aprendizagem, a garantia de satisfação, foco e aprendizagem efetiva do aluno se tornam garantidos.

 Imagem Freepik

 

 

Já faz o tempo em que educação, mais propriamente o ensino e a aprendizagem, eram considerados sérios demais para que fosse permitida qualquer tipo de brincadeira. Alunos uniformemente bem arrumados, professores à frente da sala sob um tablado, filas perfeitamente alinhadas, silêncio e disciplina rigorosas. Brincar nem pensar!

 

Mas, graças ao bom Santo da aprendizagem, a educação evoluiu e novas metodologias passaram a aliar o entretenimento à educação como forma de estimular o ensino e promover a aprendizagem, afinal de contas aprender brincando é muito melhor. Por meio da educação lúdica muitos educadores estão conseguindo desenvolver em seus alunos habilidades cognitivas inerentes aos conteúdos propriamente aplicados, ou seja, a aprendizagem se torna ampla, abstrada e lógica.

 

Cognitivamente, é possível garantir o desenvolvimento de certas habilidades:

- Sociabilização, organização em equipe, liderança;

- Imaginação, observação, memorização, criatividade;

- Raciocíneo, descoberta, emocionalidades;

- Lógica, dimensões de tempo e espaço,

- Piscomoticidades.

 

No entanto engana-se quem pensa que ensinar brincado pode ser feito de qualquer maneira com qualquer brinquedo ou jogo. Para organizar essa aprendizagem lúdica, é necessário prestar atenção às formações cognitivas que aquela brincadeira estimulará no aluno, além do ato de brincar propriamente dito. Um jogo de xadrez, por exemplo, desenvolverá habilidades relacionadas ao raciocíneo lógico, dimensão do tempo e treino do foco, mas dificilmente irá trabalhar questões motoras, consciencia corporal e criativa como uma atividade envolvendo dança o faria.

 

Portanto deixo aqui uma idéia para o grupo escolar: Criem salas de aula criativas! Formem um grupo com profissionais da educação, estrategicamente selecionados, que possam oferecer um reforço no aprendizado sem o pesado fardo dos exercícios e atividades convencionais da sala de aula. Claro, há várias maneiras de gamificar a educação, mas, em geral, quando encontramos formas de os alunos desenvolverem competências através de jogos e brincadeiras, há uma chance maior de eles serem motivados para continuar aprendendo essa habilidade por muito tempo após o término da aula.

 

Portanto, destaco aqui algumas opções de ludicidade:

 

1. Quebra cabeças

Atemporal e apropriado para a maioria das idades, os quebra-cabeças combinam arte e engenharia para criar um problema intrigante - um problema que implora para ser resolvido. Entusiastas de quebra-cabeças entendem como um bom e desafiador quebra-cabeça é um obstáculo para conquistar, uma oportunidade de ganhar uma sensação de realização e trazer um pouco de ordem para o mundo.

Habilidades: Raciocíneo Lógico; treino do foco; observação.

 

2. Esporte e Recreio

Como regra geral, a energia das crianças explodirá horrivelmente se não for adequadamente aproveitada para fins construtivos. Diferentes modalidades esportivas oferecem diferentes meios de envolver alunos que são, variamente, aprendizes sociais, aprendizes táteis, alunos que prosperam na competição, aqueles que se deleitam em regras claras e limites firmes, ou aqueles que trabalham melhor em configurações de equipe.

Habilidades: trabalho em equipe; autodisciplina; consciência corporal.

 

3. Legos

Os tão famosos blocos de montar ultrapassaram o status de meros brinquedos e encontraram seu caminho em uma ampla gama de aplicações escolares, infantil ou adulto, está incluído na arquitetura, arte, robótica e terapia. É difícil dizer que é só exagero, afinal o potencial educacional que existe neste brinquedo de plástico é realmente absurdo, mas cuidado, pisar em uma dessas pecinhas pode ser fatal para seu calcanhar!

Habilidades: criatividade; engenharia lógica; resolução de problemas; reconhecimento espacial; habilidades motoras.

 

4. Xadrez

No vasto mundo dos jogos de estratégia, o xadrez é uma das opções educacionais mais pesquisadas e comprovadas. Ao longo de uma bateria de estudos, os pesquisadores descobriram que o xadrez correlaciona-se com uma quantidade muito maior de problemas para a prática, oferece recompensas e punições imediatas, estimula o interesse, promove o estado de alerta mental e desafia os alunos. Um ambiente de aprendizagem organizado em torno dos jogos tem um efeito positivo nas atitudes dos alunos em relação à aprendizagem.

Habilidades: memorização; matemática; resolução de problemas; treino do foco

 

5. Mímica

Já se sabe que uma das formas mais simples de aprendizagem acontece pelo simples ato de imitar. A imitação por princípio é a base representativa que se espelha na vida para ‘criar’ ou como diria Platão (1981) para ‘recriar’, posto que “o conhecimento na verdade é reconhecimento, é retorno, buscar e aprender não são outra coisa senão relembrar”, ou seja Platão.... o conhecimento na verdade está em imitar. Portanto a oportunidade de imitar as diversas reprensentações da vida, configura-se num amplo conhecer e aprender através de formas geradas pelo outro, movimentos e gestos, feições, palavras, sons, locomoções etc.

Habilidades: psicomotricidade; imaginação; observação; consciência corporal; identificação do outro; percepção.

 

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