Formação corporativa, de quem é a responsabilidade? Do indivíduo ou da organização?

April 8, 2019

 


Ambos?

Isso mesmo, tanto o indivíduo quanto a empresa são responsáveis pelo crescimento e
desenvolvimento de suas competências na Formação Corporativa.


Muitos profissionais depositam toda a responsabilidade de sua formação na organização e esperam que a empresa pague por cursos, realize treinamentos, dê bolsas de estudos, enfim tudo que facilite o seu desenvolvimento, porém esses mesmos profissionais esquecem que é de responsabilidade deles também a busca pela capacitação contínua.

 

A empresa pode até utilizar como meio de atratividade alguns benefícios de educação – grandes empresas utilizam este artefato para também reter e atrair talentos, mas é função do funcionário a busca constante pelo aperfeiçoamento.


Para as empresas há muitos benefícios em se oferecer capacitação, podemos aqui citar alguns: profissionais capacitados auxiliam na redução dos custos, treinamentos corporativos fazem com que o ambiente de trabalho seja mais agradável e incentivam a interação entre funcionários, as capacitações auxiliam ainda na redução de rotatividade (entradas e saídas de funcionários em determinado período de tempo), gerando assim mais engajamento - o indivíduo sente-se valorizado pela organização que investe
nele como profissional, tornando a empresa assim mais competitiva.


O mercado de trabalho, cada dia mais exigente, e a era digital, fazem com que os profissionais precisem estar sempre à frente na corrida pela informação e pelo conhecimento.


Em 2010 a UNESCO publicou um artigo que cita: “Educação ao longo da vida é a chave que abre as portas do século XXI, elimina a distinção tradicional entre educação formal inicial e a educação permanente. Além disso, converge em direção a outro conceito, proposto com frequência: o da “sociedade educativa” na qual tudo pode ser uma oportunidade para aprender e desenvolver os talentos”. Em contrapartida, em 2014 o IBGE realizou uma pesquisa apontando que 74,6% dos brasileiros não se interessavam por cursos de qualificação profissional.


Pensando neste cenário, podemos concluir que há uma oportunidade e um grande desafio para os profissionais que trabalham elaborando cursos de formação para capacitação continuada. Como tornar essa capacitação prazerosa e atrativa? Como fazer com que os profissionais queiram, por conta própria, procurar por aperfeiçoamento? Como engajar jovens e adultos a procurarem mais qualificação profissional? Como demonstrar que dá para conciliar trabalho, vida pessoal e estudo?
Essas perguntas, tornam o trabalho uma busca constante por engajamento, o profissional da área de aprendizagem corporativa deve buscar maneiras de gerar motivação para capacitação – descobrindo o que move seu público alvo, demonstrando aplicabilidade dos conceitos, dando oportunidades de experiências para a vida e incentivando a autonomia de conhecimento.


Se ambos, indivíduo e organização trabalharem juntos em prol do desenvolvimento, do
conhecimento e da educação, todos ganham. Tenhamos em mente que é dever dos profissionais de educação a disseminação de uma cultura que busque o aperfeiçoamento, para criarmos enfim uma
“sociedade educativa”.

 

 

 

Cássia de Melo

Analista de Treinamento | SKY Brasil

https://www.linkedin.com/in/c%C3%A1ssia-de-melo-farias-736a6766/

 

 

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