Indústria 4.0, Educação e O Exterminador do Futuro, todos juntos?

As constantes revoluções que ocorrem nos cenários produtivos da indústria, fomentam diversas outras revoluções necessárias para o acompanhamento dessa evolução, pois imagine o avanço tecnológico no seu ápice sem o desenvolvimento humano caminhando de mãos dadas, seria o caos no mundo, não é mesmo? Talvez o mais saudosos lembraram de uma Skynet do Exterminador do futuro. O filme retrata como o poder da tecnologia em mãos erradas ou sem a devida aplicação da ética poderia colocar a humanidade  em verdadeiro perigo.

 

 

 

Pois bem, a revolução da indústria 4.0 está causando quebras disruptivas enormes em outros setores, como por exemplo, o meio educacional, já que quem irá graduar os profissionais que atuarão durante a revolução industrial? Nós professores e os ambientes universitários.

 

Mas para isso é necessário que as IES estejam preparadas para acompanhar os processos e exigências da modernização, e aí temos a pergunta que não quer calar: como ficar preparado para um cenário de inovação constante?

 

Bom, primeiro é importante conhecer a quarta revolução industrial que se iniciou nas indústrias da Alemanha no ano de 2011, anunciada na feira industrial Hannover Messe, pelo governo alemão como uma forma de incentivar as indústrias a estarem sempre competitivas e a frente do mercado. Contudo este termo foi popularizado e hoje é sinônimo do uso de diversos recursos tecnológicos, como por exemplo, robótica, bigdata, inteligência artificial, impressão 3d, internet das coisas, dentre outros.

 

Dessa forma a indústria 4.0 exige cada vez mais profissionais capacitados e que estejam com o espírito de modernização constantes dos processos, e mais vez aí está a responsabilidades da IES e dos docentes, mas como trabalhar com estas inovações?

 

No primeiro momento basta compreender que o aluno da indústria 4.0 se encontra no meio da virtualização de tudo, isto é, a conectividade faz parte do seu cotidiano e raciocínio, então quanto mais conectado for o ensino, mais será possível aumentar a aprendizagem, para tal o uso de simuladores virtuais e o uso de robotização. Aulas mais práticas e envolventes com recursos tecnológicos são sempre bem vindas, porém um slide projetado em uma lousa virtual não é o ápice de virtualização que essa geração almeja, mas sim a vivência da praticidade na rotina acadêmica, seja por meio de softwares simuladores, ou uso de óculos de realidade aumentada.

 

O aprendizado, dessa forma, se encontra descentralizado, já que a onda crescente do uso das metodologias ativas e foco no aluno como meio do ensino aprendizado proporciona o desengessamento dos processos tradicionais de colegiado. Pois na indústria 4.0 até as máquinas são capazes de se aperfeiçoar e aprender com os seus próprios erros, por que os alunos não? Proporcione aos seus alunos, seja em sala de aula ou no treinamento, momentos específicos para que eles possam errar tentando, e tenham consciência que a resposta correta pode ser encontrada por meio de tentativas e novas observações sobre os resultados alcançados.

 

Com isso, a capacidade de resposta em tempo se torna um aliado nas aulas e treinamentos, quando tudo o que se precisa para manter o processo educacional mais ativo está no uso da internet e na promoção do pensamento crítico sobre a análise de dados e tomada de decisão em curto prazo. Os infográficos são respostas visuais rápidas e que auxiliam no desenvolvimento das ideias, e por que não usar o design thinking e o canvas para enriquecer mais esse processo?

 

Sem mencionar que a revolução da indústria 4.0 exigirá cada vez mais o desenvolvimento das soft skills, habilidades sutis, como por exemplo, liderança, inteligência emocional, trabalho em equipe, dentre outras, por parte dos funcionários, pois os ciclos rotineiros da operação serão realizados de forma precisa e correta, por meio de diversos recursos tecnológicos e avançados, isto é, as rotinas de trabalho repetitivas serão realizadas por robôs e máquinas capazes de aprender. Contudo a solução de problemas complexos, análise de equilíbrio emocional, compreensão sobre as necessidades da demanda, dentre outros aspectos comportamentais, ainda, e espero que sempre necessitarão da intervenção constante do homem.

 

Sendo assim, não iniba o uso das tecnologias na sua aula, pelo contrário seja um evangelizador consciente da importância da evolução tecnológica no meio educacional, entre também nessa revolução 4.0 da educação e nos conte as suas experiências em meio a modernização.

 

Portanto, we will be back! Não perca o próximo artigo, onde abordaremos sobre como a realidade aumentada e a virtualização são aliadas no processo de ensino aprendizagem.

 

 

 

 

 

 

 

Allan Degásperi

Administrador, Mestre em Inovação e Professor Universitário

https://www.linkedin.com/in/allandegasperi/

 

 

 

 

 

Anelize Albuquerque

Pedagoga e Pós graduada em Psicopedagogia com Especialização em Educação Infantil e Alfabetização 

https://www.linkedin.com/in/anelize-albuquerque-324833176

 

 

 

 

 

 

Pauliane Romano

Pedagoga e Doutoranda em educação

https://www.linkedin.com/in/pauliane-romano-b1453218a/

 

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