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Chegou a entrevista final, e agora?

Não sei você, mas eu tenho dificuldade em tornar minhas expertises em um produto desejável ou vendável. Não consigo me “vender” facilmente e manter a calma durante as seleções, pra mim é um desafio. Por isso, ao longo de minha jornada como aspirante a Designer Instrucional fui anotando insights de como melhorar minha vitrine na hora da entrevista, sem deixar de lado minha saúde mental. Compartilho contigo um olhar de autocuidado sobre esse processo além da minha experiência em entrevistas nos últimos meses, que tal?






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  1. Cuide de seu corpo antes de iniciar a procura frenética por vagas no Linkedin. A atitude de procurar yoga e meditação também são parte das chamadas soft skills. Daí sim, comece a observar sua rede de contatos e ofereça suas expertises e habilidades. Mas como? Essa oferta pode ser, a princípio, gratuita. Ajudar alguém com um infográfico, por ex. te coloca em movimento.

  2. Inscreva-se no free trail do Articulate, você pode acessar todo o conteúdo por quase 2 meses gratuitamente. Aproveite a instrução de um teste (que você não tenha passado) para produzir as famosas telas interativas. E você pode usá-las como portfólio.

  3. Finalize seu portfólio ele vale muito como autoconhecimento e se quiser oferecer mais, crie um infográfico interativo com as informações dele, ou ainda aproveite as ferramentas do canva.com para torná-lo visualmente interessante. Com isso você pode anexá-lo na aba “destaque” do seu linkedin.

  4. Tenha em dia o seu MEI (Microempreendedor Individual). Isso porque as primeiras contratações, principalmente para quem está migrando, será na modalidade “contrato” com duração de 1 ou 6 meses. O MEI lhe será exigido já nas primeiras etapas da seleção. E lhe digo, ser MEI é um diferencial e vale a pena, mesmo tendo que pagar 59,90$ todo mês.

  5. Você precisará realizar um teste técnico. Se prepare para isso fazendo uma caminhada ou uma refeição saudável. Nesses testes ofereça sempre mais do que te pedem. Por exemplo, se foi solicitado à criação de um roteiro de telas interativas, crie também um roteiro de podcast e, se possível, produza ele em alguma ferramenta gratuita (anchor.fm é ótimo para isso).

  6. Crie frases que digam (em poucas palavras) os benefícios que você já levou às empresas ou instituições que trabalhou. Na hora da entrevista enfatize sua vontade em aprender e não esqueça de colocar em primeiro plano os resultados atingidos por seu trabalho.

  7. Pergunte sobre a cultura da empresa, sobre a projeção de sua carreira e, claro, deixe transparecer que, por mais que você não domine as ferramentas exigidas, tecnologias novas sempre surgem e o que é importante nesse momento da sua carreira é a motivação em aprender sempre. E claro, esse é o desafio DI: a rápida mudança tecnológica.

  8. Pratique o autocuidado nessa fase de entrevistas. Recebemos uma carga de adrenalina muito intensa e o corpo pode sofrer, por ex., após 1 hora de entrevista online em que 4 pessoas te fazem perguntas ao mesmo tempo. Não é fácil e por isso não abandone seu corpo.

  9. Se você conseguir chegar na entrevista final maravilha! (sim há processos com mais de uma entrevista), anote em um bloco de notas digital as ferramentas e-learning que você já usou ou, ao menos, ouviu falar. Tenha-as na ponta da língua. Elas acabam sendo o termômetro para medir se você é Jr. (Junior), Pl. (Pleno), ou Sr. (Sênior).

  10. Tenha em mente (e escreva sobre isso para memorizar) seu “momento atual”, para onde quer ir e o que você procura. Ressalte a importância da saúde mental pra você e como ela te ajuda a enfrentar curtos prazos. Este será certamente um ponto a ser debatido na entrevista.


Os processos seletivos são longos. Podem levar até 2 meses. Haja soft skill! Paciência é uma grande virtude aqui. Isso porque durante o processo não se toca na remuneração, valores virão apenas se você entrar na vaga. Mas há sim uma média salarial.


Conversei com o Vinícius Alvares (um colega de Linkedin e que atua como Consultor e Design Instrucional) e o que ele me disse foi: “a remuneração pode variar bastante de empresa para empresa e pode variar entre 4 a 8k ou até mais dependendo do tempo do projeto”. Ele estava certo. Acompanhei algumas vagas para DI Pleno e chegam a R$4.000 (com os benefícios). Porém, no mercado podemos entrar em projetos como DI Jr., e a faixa salarial pode variar entre R$2.700 para 6h diárias e R$3.600 para 8h.


Perguntei ao Vinícius também sobre a projeção de carreira nesta área: “A carreira do DI é bastante ampla, principalmente com a alta demanda de cursos e-learning. Vejo que os níveis são de Jr, Pl, Sr, Coordenador de Projetos, PMO e Gerente de Aprendizagem. Em empresas maiores, há uma Direção que normalmente fica abaixo do “guarda-chuva” de Recursos Humanos / Gente e Gestão. Penso também que um ótimo profissional precisa a todo momento atualizar-se com as inovações da educação corporativa, bem como Data Science e UX Design na Educação, além das ferramentas que proporcionam o desenvolvimento do e-learning."


Por fim, tenha por perto profissionais que incentivem o seu melhor, pratique o autocuidado e não hesite em fazer perguntas. Saiba que o momento agora é de abraçar incertezas e tudo bem.


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Referências


CARDOSO, Margot. As seis necessidades humanas. Vida Simples. Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/autorrealizacao-necessidades-humanas/. Acesso em: 22 fev. 2021.


COVEY, Stephen R. Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes. São Paulo: Editora Best Seller, 2001.


DE MASI, Domenico. A economia do ócio. Tradução: Carlos Irineu W. da Costa, Pedro Jorgensen Júnior e Léa Manzi. Rio de Janeiro: Sextane, 2001.


FILATRO, Andrea. DI 4.0: inovação em educação corporativa. ORG: CAVALCANTI, Carolina; JUNIOR, Delmir; NOGUEIRA, Osvaldo. São Paulo: Saraiva Educação, 2019.

PEMA, Cödrön. Quanto tudo se desfaz: orientação para tempos difíceis. Tradução: Helenice Gouvêa. Rio de Janeiro: Gryphus, 2017.


STEREA, Yasmini. Ser mulher é desenvolver soft skills todo dia. Exame. Disponível em: https://exame.com/blog/nosso-olhar/ser-mulher-e-desenvolver-soft-skills-todo-dia/ Acesso em 05 fev. /2021.




Camila Olivia de Melo (Puni)

Docente Universitária e Designer Instrucional. Com especialização em comunicação e imagem, mestrado em comunicação e educação, com doutorado em Design pela PUC-Rio. Linkedin: https://www.linkedin.com/in/camilamelopuni/ Instagram: @camilapuni





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