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LXD e o Design Instrucional: quando a letra X é uma valiosa pista para o aprendizado

Provavelmente a primeira vez que pensei sobre diferentes maneiras de aprender foi em 1995 com Alanis Morissette:

You grieve you learn. You choke you learn. You laugh you learn. You choose you learn. (...) You ask you learn. You live you learn You Learn, Jagged Little Pill (1995)


Desde então, em minha prática profissional, tenho procurado por pistas metodológicas para trazer essa visão holística às práticas educativas. O X foi pra mim uma pista valiosa. Você pode se perguntar por que a letra X seria tão importante, certo? Ela compõe a sigla LXD (Learning eXperience Design), ou em português Design da Experiência de Aprendizagem. O X está também no UX Design (user experience design), ou design de experiência de pessoas usuárias.






A paixão por Learning Experience Design (LXD) me levou a ler diversos conteúdos sobre o tema, em especial da Hillary MacLellan (2001) e Connie Malamed (2020), com isso separei neste artigo os pontos mais interessantes. Aqui também traduzi algumas informações, por isso já lhe adianto que o conteúdo é quente e talvez inédito em português!


Acredito ser importante perceber a relação entre DI (Design Instrucional), DT (Design Thinking) e UX Design. Essas perspectivas e metodologias estão correlacionadas dentro do LXD. Para entendermos melhor, Andrea Filatro (2019, p. 45) nos ajuda: “Enquanto Design Instrucional está de olho no conteúdo, nos objetos e na instrução. O Design Thinking fornece as ferramentas para que esse conteúdo chegue a ser acessível aos aprendizes.” Assim, na abordagem LXD teremos o olhar DI, as ferramentas DT e foco em nosso público de aprendizes com UX.


E quais seriam os 10 princípios fundamentais do LXD para a educação? Segue a hot list de Connie Melamed (2020):


1. LXD reconhece que treinamentos nem sempre são a melhor solução.

2. LXD é centrado em seres humanos.

3. LXD ensina por meio de Design inclusivo.

4. LXD quer criar uma experiência positiva e significativa.

5. LXD enfatiza que aprender é sempre uma jornada e não um fim.

6. LXD se baseia em pesquisas para tomar decisões.

7. LXD quer saber a opinião de participantes e aprendizes.

8. LXD usa métricas do mundo real para melhorar o desempenho.

9. LXD reconhece o valor do compartilhar e do engajamento social.

10. LXD representa inovação e flexibilidade.


E o que exatamente o Learning eXperience Design nos incentiva enquanto DIs?




Por fim, é importante perceber que quando trazemos para nossos projetos educativos a “pegada” UX, estamos trazendo empatia, sensibilidade, escuta, personalização, dados e conexão. E não seriam essas as principais tendências para o EAD? The future is here.


Resta ainda dizer que, “quando a gente entende que o learning do LXD está vinculado com os pilares do DT a gente consegue vislumbrar o papel da tecnologia nesse processo. Ela será utilizada como conexão.” (FILATRO, 2019, p. 45). É de conexão que precisamos. E assim talvez desenhar projetos que possam marcar a memória de toda uma geração.




Referências Bibliográficas:

FILATRO, Andrea. DI 4.0: inovação em educação corporativa. ORG: CAVALCANTI, Carolina; JUNIOR, Delmir; NOGUEIRA, Osvaldo. São Paulo: Saraiva Educação, 2019.


McLellan, H. Staging Experiences: A Proposed Framework for Designing Learning Experiences. Educational Technology, v42 n6 p30-37 Nov-Dec 2002. (Republished in Narrative in Instructional Design.)

Melamed, Connie. 10 Principles of Learning Experience Design. Disponível em: https://theelearningcoach.com/lxd/10-principles-of-lxd/ Acesso em: 21/06/21.






Designer Instrucional LXD, com mestrado em Comunicação e Educação (UFPR), e doutorado em Design (PUC-Rio). Linkedin: https://www.linkedin.com/in/camilamelopuni/ Instagram: @camilapuni








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